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Federação Espírita de Mato Grosso do Sul

Estudo continuado do Livro Dos Espíritos


ESTUDO SOBRE A QUESTÃO Nº 41

 

Questão nº 41.

Pode um mundo completamente formado desaparecer e a matéria que o compõe disseminar-se de novo do espaço?

Resposta

Sim. Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.

***

Na época da codificação, ainda prevalecia a ideia newtoniana clássica de um Universo estático, que caiu definitivamente por terra no Século 20, com o advento da teoria da relatividade e descobertas posteriores que se seguiram:

Luz e trevas. Há, porém um curioso parentesco entre as concepções mais modernas da astrofísica e as crenças mais antigas da humanidade. Desde o princípio, o homem desenvolveu a ideia de que o mundo teve um começo e teria um fim, como todas as coisas que conhecia. Esse era um princípio claramente estabelecido na mitologia grega. (...) Algumas religiões estão impregnadas da noção de um cliclo, com princípio e fim, seguindo-se um recomeço, pela ressurreição. (...)

Pois bem. A astrofísica admite hoje um movimento de pulsação no universo. Para um bom número de cientistas, quando o universo atingir seu ponto máximo de expansão ele começará a se retrair, até o ponto de explodir de novo e assim por diante.”[1]

No cap. VI de “A Gênese”, quinta obra básica codificada por Kardec, lançada em 1868, sob o título “A Eterna Sucessão dos Mundos”, verificamos que a destruição dos astros, tanto quanto a formação destes, é presidida por “uma única lei, primordial e geral”, que foi “outorgada ao Universo, para lhe assegurar eternamente a estabilidade, e que essa lei geral nos é perceptível aos sentidos por muitas ações particulares” designadas como “forças diretrizes da Natureza”,cuja harmonia, “considerada sob o duplo aspecto da eternidade e do espaço, é garantida por essa lei suprema” (ob. cit., item 48).

O desaparecimento dos mundos, tal como acontece com os seres vivos, é “uma transformação da matéria inanimada” e “não menos exato é dizer-se que para a substância é de toda necessidade sofrer as transformações inerentes à sua constituição” (ob. cit., item 49).

Essas mesmas leis e forças “vão também presidir à desagregação de seus elementos constitutivos, a fim de os restituir ao laboratório onde a potência criadora haure incessantemente as condições de estabilidade geral. Esses elementos vão retornar à massa comum do éter, para se assimilarem a outros corpos, ou para regenerarem outros sóis. E a morte não será um acontecimento inútil, nem para a Terra que consideramos, nem para suas irmãs. Noutras regiões, ela renovará outras criações de natureza diferente e, lá onde os sistemas de mundos se desvaneceram, em breve renascerá outro jardim de flores mais brilhantes e mais perfumadas.” (ob. cit, item 50).

E arrematam os benfeitores:

“Desse modo, a eternidade real e efetiva do Universo se acha garantida pelas mesmas leis que dirigem as operações do tempo. Desse modo, mundos sucedem a mundos, sóis a sóis, sem que o imenso mecanismo dos vastos céus jamais seja atingido nas suas gigantescas molas.” (ob. cit., item 51).

Estes ensinamentos, bem compreendidos, constituem grande estímulo para nós outros, encarcerados, temporariamente, no escafandro do corpo físico, pois eles nos dão a certeza de que nada morre, mas tudo se transforma.

Eles são um convite permanente de renovação e de esperança, estimulando-nos sempre a meditar na sabedoria do Criador, cujos desígnios, profundamente sábios, foram concebidos para a nossa ventura, que repousa nas forças do Amor indelével que nos irmanará num mundo ditoso ou feliz, mundo esse que começa em nosso interior, em cada pensamento, em cada ato que praticamos diariamente.

Não estamos à deriva nesta imensa nave espacial chamada Terra. Temos um rumo, cujo norte aponta para as luminosas lições deixadas por Jesus. Por isso, devemos prosseguir, lutando e perseverando sempre pelo bem de tudo e de todos, porque vale a pena viver, apesar das dificuldades.



[1] REVISTA VEJA. Ciência. Ecos do Big Bang. São Paulo: Editora Abril. Ed. n. 1.232, 29 abr 1992, p. 65-66.



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