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Federação Espírita de Mato Grosso do Sul

Estudo continuado do Livro Dos Espíritos


ESTUDO SOBRE A QUESTÃO Nº 42

Questão nº 42.

Poderemos conhecer a duração da formação dos mundos: da Terra, por exemplo?

Resposta

Nada te posso dizer a respeito, porque só o Criador o sabe; e bem louco quem pretendesse sabê-lo, ou conhecer o número de séculos dessa formação.

***

Qual é a idade do Planeta Terra?  Esta é uma questão que desafia a inteligência dos cientistas desde há muito. A idade da Terra e do Universo é de grande importância para as teorias cosmológicas. No decorrer do tempo, os homens idealizaram várias maneiras de “contar” os anos de vida dos sistemas:

 “Em 1654, o Arcebispo Usher, da Irlanda, fez uma árvore genealógica dos personagens da Bíblia e concluiu que a Terra foi criada às 9 horas da manhã de 26 de outubro do ano 4004 A.C. Teria hoje, portanto, cerca de 6000 anos.”[1]

Com o progresso, a ciência passou a adotar métodos mais objetivos de contagem da idade do Planeta, a exemplo da observação da espessura das camadas de areia e perda de calor da Terra (Lord Kelvin ou William Thompson), os quais foram, com o passar do tempo, sendo substituídos por outros de maior precisão. Com isso, os pesquisadores foram descobrindo, gradualmente, que a idade do planeta era bem maior do que inferiam, a princípio.

Departamentalizando suas descobertas, os cientistas denominaram “geocronologia” o ramo da Geologia que estuda os métodos de determinação do tempo geológico registrado nas rochas.

O Instituto de Geociências da USP informa que atualmente existem dois métodos de saber a idade de uma rocha – o método relativo e o método absoluto:

 “O método relativo observa a relação temporal entre camadas geológicas, baseando-se nos princípios estratigráficosde Steno (1669) e Hutton (1795). Por exemplo, a presença de fósseis; onde se conhece o período de tempo da existência dos mesmos, pode-se indicar a idade da camada geológica em que o fóssil foi encontrado e, por relação, indicará que a camada que está abaixo dessa é mais velha e a camada que está por cima é a mais nova.

O método absoluto utiliza os princípios físicos daradioatividadee fornece a idade da rocha com precisão. Esse método está baseado nos princípios da desintegração (ou decaimento) radioativa. Desta maneira, o uso desse método [também conhecido como ‘datação radioativa’] só foi possível depois da descoberta da radioatividade (1896), no final do século XIX. (...) Cada grão mineral é um cronômetro do tempo geológico. Assim que ele se forma, tem início o decaimento radioativo.”[2] (Grifei).

Explica o mencionado site que, apurando a quantidade de determinado elemento presente em um mineral (chamado “elemento-pai”) e a quantidade de outro (identificado como “elemento-filho”), é possível saber há quanto tempo está acontecendo o decaimento radioativo, e, via de consequência, estimar quando o mineral se formou.

E conclui a referida página:

“A idade da Terra foi calculada pelo método absoluto e indica que o nosso planeta tem 4,56 bilhões de anos, portanto bem mais velho do que os estudiosos antigos imaginavam. Porém, o registro mais antigo do planeta, determinado em cristais contidos em rocha, tem 4,4 bilhões (Austrália). A Terra está em constante mudança. Sua crosta está continuamente sendo criada, modificada e destruída (saiba mais sobre o ciclo das rochas). Como resultado, rochas que registram a história embrionária do planeta não foram encontradas e provavelmente não existem mais. Portanto, a idade da Terra não pode ser obtida diretamente de material terrestre.

Então como saber que a Terra tem essa idade? Os cientistas presumem que todos os corpos do Sistema Solar se formaram na mesma época, inclusive os meteoritos (provenientes do cinturão de asteroides). Sendo assim, como os meteoritos são corpos extraterrestres que caem na superfície da Terra, eles podem ser datados e sua idade é a mesma da formação do planeta, ou seja, 4,56 bilhões de anos. Esta idade foi determinada, pela primeira vez, por Claire Patterson em 1956, usando os isótopos de chumbo (Pb).

Nos Estados Unidos existem correntes religiosas que ainda defendem a idade de 6000 anos para a Terra e lutam para que isso seja ensinado nas escolas, juntamente com a teoria criacionista (Deus é criador do Homem e do Planeta, como está escrito na Bíblia), em detrimento à teoria da evolução de Darwin, que, com o método absoluto de datação e uma Terra com bilhões de anos, se torna incontestável.” (Destaques meus).

Por estas considerações emanadas dos cientistas humanos, parece-nos razoável deduzir que os Espíritos foram humildes, ao reconhecer que somente o Criador sabe o número de séculos ou milênios que dura a formação dos mundos, aí incluída a Terra, sobretudo se levarmos em consideração que o FCU – Fluido Cósmico Universal, de onde se origina a matéria densa, é imponderável aos aparelhos humanos, conforme ensinam os Espíritos Superiores.

Em 22 de fevereiro de 1949, quando veio a lume o livro “Libertação”, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, o autor espiritual André Luiz reproduziu palestra de um mentor espiritual, que de algum modo toca neste enigmático assunto:

“Encarcerados ainda na lei de retorno, temos efetuado multisseculares recapitulações, por milênios consecutivos.

Expressando-nos coletivamente, sabemos hoje que o Espírito humano lida com a razão há, precisamente, quarenta mil anos... Todavia, com o mesmo furioso ímpeto com que o homem de Neandertal aniquilava o companheiro, a golpes de sílex, o homem da atualidade, classificada de gloriosa era das grandes potências, extermina o próprio irmão a tiros de fuzil.

Os investigadores do raciocínio, ligeiramente tisnados de princípios religiosos, identificam tão somente, nessa anomalia sinistra, a renitência da imperfeição e da fragilidade da carne, como se a carne fosse permanente individuação diabólica, esquecidos de que a matéria mais densa não é senão o conjunto das vidas inferiores incontáveis, em processo de aprimoramento, crescimento e libertação.

Nos campos da Crosta Planetária, queda-se a inteligência, qual se fora anestesiada por perigosos narcóticos da ilusão; no entanto, auxiliá-la-emos a sentir e reconhecer que o espírito permanece vibrando em todos os ângulos da existência.

Cada espécie de seres, do cristal até o homem, e do homem até o anjo, abrange inumeráveis famílias de criaturas, operando em determinada frequência do Universo. E o amor divino alcança-nos a todos, à maneira do Sol que abraça os sábios e os vermes.

Todavia, quem avança demora-se em ligação com quem se localiza na esfera próxima.

O domínio vegetal vale-se do império mineral para sustentar-se e evolutir. Os animais aproveitam os vegetais na obra do aprimoramento. Os homens se socorrem de uns e outros para crescerem mentalmente e prosseguir adiante [...].

Do hidrogênio às mais complexas unidades atômicas, é o poder do espírito eterno a alavanca diretora de prótons, nêutrons e elétrons, na estrada infinita da vida.  (...) Entretanto, nesse mesmo espaço, alonga-se a matéria noutros estados, e, nesses outros estados, a mente desencarnada, em viagem para o conhecimento e para a virtude, radica-se na esfera física, buscando dominá-la e absorvê-la, estabelecendo gigantesca luta de pensamento que ao homem comum não é dado calcular [...].”  (Ob.cit., p. 17-19, FEB). Destaquei.

Tomando-se hipoteticamente como exatas a época do surgimento dos primeiros lampejos da razão, consoante as informações do Espírito André Luiz (poucos milhares de anos), e a idade geológica do planeta Terra, do ponto de vista da ciência humana (cerca de 4,56 bilhões de anos), uma simples comparação das proporções matemáticas entre essas linhas de tempo nos dá uma ideia, ainda que pálida, do embrionário estágio espiritual em que ainda nos situamos, mais uma razão para não aceitarmos cegamente as provisórias teorias cosmológicas humanas.

 


[2] Disponível em < http://www.igc.usp.br/index.php?id=304>. Acesso em 10.10.2015.



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