A FAMÍLIA E AS DROGAS

   A dor pela qual a família passa, quando um ente querido se debate na dependência química, é extremamente grande. Reconhecendo a necessidade de levar o conhecimento doutrinário a muitos corações, vimos através deste, o embasamento necessário para que a aflição se transforme em paragens mais tranquilas.
   Segundo Joanna de Ângelis “O LAR É O GRANDE FORMADOR DO CARÁTER DO EDUCANDO”. Os pais espíritas estão cuidando da educação de seus filhos segundo o compromisso assumido perante Deus? Estão tocando no assunto das drogas com a frequência necessária?
   Eis o que Allan Kardec perguntou à Espiritualidade Superior, nas questões:

645. Quando o homem está mergulhado, de alguma forma, imerso na atmosfera do vício, o mal não se torna para ele um arrastamento quase irresistível?
—Arrastamento, sim; irresistível, não; porque, no meio dessa atmosfera de vícios, podes encontrar grandes virtudes. São Espíritos que tiveram a força de resistir e que tiveram, ao mesmo tempo, a missão de exercer uma boa influência sobre os seus semelhantes.

911.Não existem paixões de tal maneira vivas e irresistíveis que a vontade seja impotente para as superar?
— Há muitas pessoas que dizem: “Eu quero!”, mas a vontade está apenas nos seus lábios. Elas querem, mas estão muito satisfeitas de que assim não seja. Quando o homem julga que não pode superar suas paixões, é que o seu Espírito nelas se compraz, por consequência de sua própria inferioridade. Aquele que procura reprimi-las compreende a sua natureza espiritual; vencê-las é para ele um triunfo do Espírito sobre a matéria.

913.Entre os vícios, qual o que podemos considerar radical?
—Já o dissemos muitas vezes: o egoísmo. Dele se deriva todo o mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos existe o egoísmo. Por mais que luteis contra eles, não chegareis a extirpá-los enquanto não os atacardes pela raiz, enquanto não lhes houverdes destruído a causa. Que todos os vossos esforços tendam para esse fim, porque nele se encontra a verdadeira chaga da sociedade. Quem nesta vida quiser se aproximar da perfeição moral deve extirpar do seu coração todo sentimento de egoísmo, porque o egoísmo é incompatível com a justiça, o amor e a caridade: ele neutraliza todas as outras qualidades. (1)

   Estas questões começam a elucidar o conhecimento sobre as drogas e a necessidade de se adquirir sabedoria para agir.
 Continuando com Emmanuel.

Questão 134: Como pode o homem agravar ou amenizar o determinismo de sua vida?
 R. - A determinação divina a sagrada lei universal é sempre a do bem e da felicidade, para todas as criaturas. No lar humano, não vê um pai amoroso e ativo, com um largo programa de trabalhos pela ventura dos filhos? E cada filho, cessado o esforço da educação na infância, na preparação para a vida, não deveria ser um colaborador fiel da generosa providência paterna pelo bem de toda a comunidade familiar? Entretanto, a maioria dos pais humanos deixa a Terra sem ser compreendida, apesar de todo o esforço despendido na educação dos filhos [...] (2)

   Emmanuel foi categórico ao dizer que a determinação divina é sempre a do bem e da felicidade. Portanto, cabe aos pais espíritas, mais uma vez, orientar, caminhar junto com os seus filhos, usar de prevenção.
   André Luiz, no livro Evolução em dois mundos (3), procurou orientar, não somente aos pais, sobre a obsessão e vampirismo.
Em processos diferentes, mas atendendo aos mesmos princípios de simbiose prejudicial, encontramos os circuitos de obsessão e de vampirismo entre encarnados e desencarnados, desde as eras recuadas em que o espírito humano, iluminado pela razão, foi chamado pelos princípios da Lei Divina a renunciar ao egoísmo e à crueldade, à ignorância e ao crime. Rebelando-se, no entanto, em grande maioria, contra as sagradas convocações, e livres para escolher o próprio caminho, as criaturas humanas desencarnadas, em alto número, começaram a oprimir os companheiros da retaguarda, disputando afeições e riquezas que ficavam na carne, ou tentando empreitadas de vingança e delinquência, quando sofriam o processo liberatório da desencarnação em circunstâncias delituosas. As vítimas de homicídio e violência, brutalidade manifesta ou perseguição disfarçada, fora do vaso físico, entram na faixa mental dos ofensores, conhecendo-lhes a enormidade das faltas ocultas, e, ao invés do perdão, com que se exonerariam da cadeia de trevas, empenham-se em vinditas atrozes, retribuindo golpe a golpe e mal por mal. Outros desencarnados, exigindo que Deus lhes providencie solução aos caprichos pueris e proclamando-se inabilitados para o resgate do preço devido à evolução que lhes é necessária, tornam-se madraços e gozadores, e, alegando a suposta impossibilidade de a Sabedoria Divina dirimir os padecimentos dos homens, pelos próprios homens criados, fogem, acovardados e preguiçosos, aos deveres e serviços que lhes competem. (3)
   É de suma importância abordar este assunto, mesmo que brevemente, devido ao fato que a obsessão e o vampirismo estão presentes nos lares. Os jovens não bebem, não fumam e não se drogam sozinhos. Sempre tem espíritos menos felizes (vampirizadores) que fazem o consumo juntamente. Por isso, mais do que oportuno, os pais espíritas tem a obrigação de saber, de opinar, de ser amigo, de ser irmão, enfim, de nunca ser omisso.
   A Doutrina Espírita restabelece a confiança na figura dos pais e garante que a família estruturada está na base da formação de um novo homem. 
   Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e amor (4).
Referências
(1)    KARDEC, ALLAN. O livro dos espíritos.
(2)    XAVIER, FRANCISCO CANDIDO, ditado por EMMANUEL. O consolador
(3)    XAVIER, FRANCISCO CANDIDO, ditado por ANDRÉ LUIZ. Evolução em dois mundos.
(4)    XAVIER, FRANCISCO CANDIDO, ditado por EMMANUEL. Fonte Viva.

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