Paulo por si mesmo e por Jesus

 

 

 

1. Paulo por si mesmo

“Sou Israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.”

(Romanos 11,1)


“Faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho por mim anunciado, não o conheci à maneira humana; pois eu não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por uma revelação de Jesus Cristo. Ouvistes falar do meu procedimento outrora no judaísmo: com que excesso perseguia a igreja de Deus e procurava devastá-la; e no judaísmo ultrapassava a muitos dos compatriotas da minha idade, tão zeloso eu era das tradições dos meus pais.

Mas, quando aprouve a Deus – que me escolheu desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça – revelar o seu Filho em mim, para que o anuncie como Evangelho entre os gentios, não fui logo consultar criatura humana alguma, nem subi a Jerusalém para ir ter com os que se tornaram Apóstolos antes de mim. Parti, sim, para a Arábia e voltei outra vez a Damasco.

A seguir, passados três anos, subi a Jerusalém, para conhecer a Pedro, e fiquei com ele durante quinze dias. Mas não vi nenhum outro Apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. O que vos escrevo, digo-o diante de Deus: não estou a mentir.

Seguidamente, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. Mas não era pessoalmente conhecido das igrejas de Cristo que estão na Judeia. Apenas tinham ouvido dizer: «Aquele que nos perseguia outrora, anuncia agora, como Evangelho, a fé que então devastava.» E, por causa de mim, glorificavam a Deus». (Gálatas: 1,11-24)

“São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendentes de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? – Falo a delirar – eu ainda mais: muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, imensamente mais pelos açoites, muitas vezes em perigo de morte.

Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com vergastadas, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, e passei uma noite e um dia no alto mar. Viagens a pé sem conta, perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus irmãos de raça, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos da parte dos falsos irmãos! Trabalhos e duras fadigas, muitas noites sem dormir, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez!

Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as igrejas! Quem é fraco, sem que eu o seja também? Quem tropeça, sem que eu me sinta queimar de dor? Se é mesmo preciso gloriar-se, é da minha fraqueza que me gloriarei. O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é bendito para sempre, sabe que não minto». (2 Coríntio: 11,22-31).

 

2. Paulo por Jesus

Saulo não era nenhum santo, trazia em seu passado delituoso muitas responsabilidades por perseguições e mortes aos cristãos, mas foi o “vaso escolhido” por Jesus para universalizar sua mensagem.

Em Atos dos Apóstolos 99:11-16), quando Ananias retruca às recomendações de Jesus, que lhe inspira a levantar-se e buscar   “um de Tarso chamado Saulo”, dizendo-lhe “Senhor, eu tenho ouvido  dizer a muitos  a respeito desse homem, quantos males fez aos teus santos em Jerusalém e este tem poder  dos príncipes dos sacerdotes de prender todos aqueles que invocam teu nome”, ouve a categórica determinação do Mestre:

“Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante das gentes, e dos reis, e dos filhos de Israel, porque eu lhe mostrarei quantas coisas lhe é necessário padecer pelo meu nome”.

Avenida Calógeras, 2209 - Centro, Campo Grande - MS, CEP 79004-380
 (67) 3324-3757    99864-3685